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Inglaterra

Adeus ao táxi londrino

08/09/2008 15:52
Foto: STEPHEN HIRD/REUTERS
O novo e o antigo ainda convivem: alguns taxistas temem perder um símbolo da cidade

Tradicional modelo começa a ser substituído por van

A modernidade pode acabar com mais um símbolo característico de Londres. Primeiro foram as clássicas cabines telefônicas vermelhas. Desde 2002 centenas foram retiradas das ruas. Elas caíram em obsolescência com o uso crescente dos celulares. Depois foram os ônibus de dois andares e plataforma traseira, onde os passageiros podiam subir e descer a qualquer momento, mesmo longe das paradas. O motivo: foram considerados inseguros pelas regras atuais.

Agora são os tradicionais táxis negros, ícones da cidade desde 1919, que caminham para a garagem. Alguns exemplares do antigo modelo, fabricado pela London Taxi International, estão sendo substituídos por vans mais modernas, modelo Vito, da Mercedes-Benz. Desde a semana passada 20 dos novos táxis circulavam por Londres, informa o International Herald Tribune. A KPM-UK, empresa responsável por fornecer a frota londrina, espera vender 350 veículos novos até o final do ano aos 25 mil taxistas da capital.

O carro da Mercedes-Benz é fabricado na Espanha e enviado à Inglaterra para que seja adaptado ao padrão inglês. Ele inclui aquecimento, tapetes e porta corrediça. Transporta até seis passageiros, um a mais do que o táxi tradicional. Como é mais moderno, polui menos e pode representar uma economia de até R$ 30 por dia em combustível, segundo a KPM-UK.

Nem todos os taxistas, no entanto, estão felizes. Alguns acham que o veículo tradicional faz parte da história e do charme locais e nunca poderá ser substituído. Além disso, não é diferente dos carros comuns ou dos carros de aluguel privados, os grandes concorrentes dos taxistas na cidade. Uma corrida em Londres, aliás, é uma das mais caras do mundo.

O interesse em mudar a frota é também do governo municipal. O prefeito Boris Johnson prometeu melhorar o meio ambiente seguindo o modelo de cidades como Nova York, que introduziram táxis híbridos. A prefeitura, diz Johnson, investirá o equivalente a R$ 2,97 milhões em um programa para diminuir a emissão de gases dos táxis.

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