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Como as pessoas trabalharão por mais tempo, haverá alívio no sistema previdenciário
O envelhecimento da população é um desafio global. Nos próximos 50 anos praticamente todos os países verão a quantidade de habitantes mais idosos exceder a dos mais jovens. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2050 o grupo de brasileiros com idade entre zero e 14 anos e o de pessoas com mais de 65 anos, que em 2000 correspondiam a 30% e 5% da população respectivamente, deverão se igualar com uma fatia de 18% cada um. Em 2000 havia 1,8 milhão de brasileiros com 80 anos ou mais. Em 2050 serão 13,7 milhões. Na Europa, daqui a 20 anos, metade da população terá mais de 50 anos.
"Estamos vendo uma mudança fundamental na estrutura demográfica da sociedade. Ela afetará o modo como vivemos, como trabalhamos, os serviços públicos, padrões de consumo e poupança, sistema educacional e até mesmo a geopolítica no século 21", escreve Sarah Harper, professora de gerontologia da Oxford, no Times londrino. O surpreendente: os efeitos do envelhecimento da população podem ser benéficos. Com menos jovens no mundo, o mercado estará ávido por bons trabalhadores. Desse modo lucram tanto os funcionários com mais experiência quanto aqueles em início de carreira, mas com boas qualificações. E as oportunidades de emprego internacional também crescerão.
Vivendo mais, as pessoas também tendem a trabalhar por mais tempo, o que alivia o ônus sobre o sistema previdenciário e de saúde pública. "A aposentadoria deve passar de uma parada abrupta em idade fixa a uma retirada mais gradual, com a abolição da idade de aposentadoria compulsória", diz Sarah.
No Reino Unido as pessoas com mais de 50 anos são donas de 60% da poupança e responsáveis por 40% do consumo, com gastos equivalentes a R$ 900 bilhões por ano. O comércio já percebeu a importância desse grupo e tendências como a de ter áreas da cidade dedicadas a moda e diversão de jovens se estendem para aqueles com mais de 60, como o distrito de Sugamo, em Tóquio.
Atualmente cada hora que vivemos adiciona cinco minutos à nossa expectativa de vida, diz a autora. Em 1980 a expectativa de vida dos brasileiros era de 62,6 anos. Em 2000 pulou para 70,4 anos e deve chegar a 81,3 anos em 2050, mesmo nível do Japão hoje.
As famílias também se transformam. O envelhecimento da população cria grupos com múltiplas gerações – avós e até bisavós -, mas com menos irmãos, tios, primos, já que as mulheres tendem a ter menos filhos. Por outro lado, as famílias também crescem por causa dos agregados – meios-irmãos e filhos da madrasta ou padrasto. São congregações complexas. O resultado é que a sucessão de gerações como conhecemos está acabando. "O que acontecerá quando tivermos não três gerações, mas cinco, vivas e ativas ao mesmo tempo?", pergunta a autora. É possível que as pessoas tenham de esperar até os 80 anos ou mais para receber algum tipo de herança.
Nos idos de 1959, foi lançado nos cinemas brasileiros um filme protagonizado por Anthony Quinn, chamado Sangue Sobre a Neve. Na obra, ele interpretava um esquimó, que vivia com a mulher e com a sogra. Com o passar dos anos, o anciã sentia que não era mais produtiva e que a morte se aproximava. Segundo um velho costume dos esquimós, foi abandonada no gelo, esperando que a chegada de animais selvagens abreviasse seu sofrimento. Para o casal, nada mais natural. Quando a vida é dura e os recursos escassos, sustentar uma pessoa de idade, que consome mais do que produz, pode colocar em risco a sobrevivência dos demais. Lamentavelmente, observamos hoje que os nossos governantes não respeitam toda uma vida de sacrifícios e trabalhos que os nossos idosos prestaram à sociedade brasileira. Entendem que os nossos aposentados não produzem mais e por isso, podem ser relegados no ápice de sua vida ao esquecimento. Esse tratamento desumano começa pelo sistema brasileiro de aposentadoria, seja do servidor público ou da iniciativa privada, que só reforça as injustiças e desigualdades sociais sem nenhuma preocupação com reposições dos desgastes pessoais sofridos. As políticas de atenção ao idoso e sua participação no controle social não são garantias. O idoso é abandonado ao deus-dará sem uma recompensa financeira digna, sem medicamentos para minorar as suas dores, e sem um mínimo de atenção e carinho. Aqueles que, porém, hoje, já cumpriram com suas responsabilidades perante a sociedade e se aposentaram têm uma arma poderosa: o voto. O voto iguala letrados e analfabetos, ricos e pobres, jovens e idosos, todos com idêntico valor de democracia. Chegará o dia em que os aposentados cobrarão daqueles que nos governam o respeito que não tiveram até hoje e nossos governantes conhecerão o peso, o valor e a dignidade dos idosos. Oxalá, que a iniciativa de conscientizar a nova geração, dê certo. Palmiro Mennucci Presidente do Centro do Professorado Paulista São Paulo - SP 16/09/2008
Fernando VilaNos idos anos de 1959, foi lançado nos cinemas brasileiros um filme, protagonizado por Antony Quinn Neste filme, os atores formavam um casal de esquimós, que viviam nas paragens geladas, juntos com a genitora da mulher, já entrada em anos. Com o passar do tempo, a pobre anciã sentia que não era mais produtiva e que a morte se aproximava. Segundo um velho costume dos esquimós, foi abandonada no gelo, esperando que a chegada de animais selvagens abreviasse o seu sofrimento. Para o casal, nada mais natural. Quando a vida é dura e os recursos escassos, sustentar uma pessoa de idade que consome mais do que produz poderia colocar em risco a sua sobrevivência. Lamentavelmente, observamos hoje, que os nossos governantes agem como os esquimós que vimos naquele antigo filme. Não respeitam toda uma vida de sacrifícios e de trabalho que os nossos idosos prestaram à sociedade brasileira. Entendem que os nossos aposentados não mais produzem, e que, por isso, podem ser relegados no ápice de sua vida a um total esquecimento. Esse tratamento desumano, começa pelo sistema brasileiro de aposentadoria, seja do servidor público ou da iniciativa privada, que só reforça as injustiças e desigualdades sociais, sem qualquer preocupação com reposições dos desgastes pessoais sofridos. As políticas de atenção ao idoso e sua participação no controle social não são garantidas. Como no caso dos esquimós, o nosso idoso é abandonado ao ?Deus dará?, sem uma recompensa financeira digna, sem medicamentos para minorar as suas dores, sem um mínimo de atenção e carinho. Esquecidos pelas políticas públicas, permanecem como a idosa do filme, esperando que os lobos selvagens cheguem para acabar com seu sofrimento. Porém, ao contrário da anciã esquimó, abandonada, sozinha e desamparada, aqueles que hoje já cumpriram com suas responsabilidades perante a sociedade e se aposentaram, têm uma arma poderosa, o voto, que iguala letrados e analfabetos, ricos e pobres, jovens e idosos, todos com idêntico valor em nossa democracia. Chegará o dia em que os aposentados da nossa sociedade, cobrarão daqueles que nos governam, o respeito que até hoje não tiveram. E ao contrário dos lobos selvagens que devoraram a anciã abandonada, nossos governantes, conhecerão, no devido momento, o peso, o valor e a dignidade dos nossos idosos. Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista São Paulo - SP 16/09/2008
Fernando VilaNos idos anos de 1959, foi lançado nos cinemas brasileiros um filme, protagonizado por Antony Quinn Neste filme, os atores formavam um casal de esquimós, que viviam nas paragens geladas, juntos com a genitora da mulher, já entrada em anos. Com o passar do tempo, a pobre anciã sentia que não era mais produtiva e que a morte se aproximava. Segundo um velho costume dos esquimós, foi abandonada no gelo, esperando que a chegada de animais selvagens abreviasse o seu sofrimento. Para o casal, nada mais natural. Quando a vida é dura e os recursos escassos, sustentar uma pessoa de idade que consome mais do que produz poderia colocar em risco a sua sobrevivência. Lamentavelmente, observamos hoje, que os nossos governantes agem como os esquimós que vimos naquele antigo filme. Não respeitam toda uma vida de sacrifícios e de trabalho que os nossos idosos prestaram à sociedade brasileira. Entendem que os nossos aposentados não mais produzem, e que, por isso, podem ser relegados no ápice de sua vida a um total esquecimento. Esse tratamento desumano, começa pelo sistema brasileiro de aposentadoria, seja do servidor público ou da iniciativa privada, que só reforça as injustiças e desigualdades sociais, sem qualquer preocupação com reposições dos desgastes pessoais sofridos. As políticas de atenção ao idoso e sua participação no controle social não são garantidas. Como no caso dos esquimós, o nosso idoso é abandonado ao ?Deus dará?, sem uma recompensa financeira digna, sem medicamentos para minorar as suas dores, sem um mínimo de atenção e carinho. Esquecidos pelas políticas públicas, permanecem como a idosa do filme, esperando que os lobos selvagens cheguem para acabar com seu sofrimento. Porém, ao contrário da anciã esquimó, abandonada, sozinha e desamparada, aqueles que hoje já cumpriram com suas responsabilidades perante a sociedade e se aposentaram, têm uma arma poderosa, o voto, que iguala letrados e analfabetos, ricos e pobres, jovens e idosos, todos com idêntico valor em nossa democracia. Chegará o dia em que os aposentados da nossa sociedade, cobrarão daqueles que nos governam, o respeito que até hoje não tiveram. E ao contrário dos lobos selvagens que devoraram a anciã abandonada, nossos governantes, conhecerão, no devido momento, o peso, o valor e a dignidade dos nossos idosos. Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista São Paulo - SP 16/09/2008
Fernando VilaNos idos anos de 1959, foi lançado nos cinemas brasileiros um filme, protagonizado por Antony Quinn Neste filme, os atores formavam um casal de esquimós, que viviam nas paragens geladas, juntos com a genitora da mulher, já entrada em anos. Com o passar do tempo, a pobre anciã sentia que não era mais produtiva e que a morte se aproximava. Segundo um velho costume dos esquimós, foi abandonada no gelo, esperando que a chegada de animais selvagens abreviasse o seu sofrimento. Para o casal, nada mais natural. Quando a vida é dura e os recursos escassos, sustentar uma pessoa de idade que consome mais do que produz poderia colocar em risco a sua sobrevivência. Lamentavelmente, observamos hoje, que os nossos governantes agem como os esquimós que vimos naquele antigo filme. Não respeitam toda uma vida de sacrifícios e de trabalho que os nossos idosos prestaram à sociedade brasileira. Entendem que os nossos aposentados não mais produzem, e que, por isso, podem ser relegados no ápice de sua vida a um total esquecimento. Esse tratamento desumano, começa pelo sistema brasileiro de aposentadoria, seja do servidor público ou da iniciativa privada, que só reforça as injustiças e desigualdades sociais, sem qualquer preocupação com reposições dos desgastes pessoais sofridos. As políticas de atenção ao idoso e sua participação no controle social não são garantidas. Como no caso dos esquimós, o nosso idoso é abandonado ao ?Deus dará?, sem uma recompensa financeira digna, sem medicamentos para minorar as suas dores, sem um mínimo de atenção e carinho. Esquecidos pelas políticas públicas, permanecem como a idosa do filme, esperando que os lobos selvagens cheguem para acabar com seu sofrimento. Porém, ao contrário da anciã esquimó, abandonada, sozinha e desamparada, aqueles que hoje já cumpriram com suas responsabilidades perante a sociedade e se aposentaram, têm uma arma poderosa, o voto, que iguala letrados e analfabetos, ricos e pobres, jovens e idosos, todos com idêntico valor em nossa democracia. Chegará o dia em que os aposentados da nossa sociedade, cobrarão daqueles que nos governam, o respeito que até hoje não tiveram. E ao contrário dos lobos selvagens que devoraram a anciã abandonada, nossos governantes, conhecerão, no devido momento, o peso, o valor e a dignidade dos nossos idosos. Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista São Paulo - SP 16/09/2008