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Moby Dick reaparece em edição de luxo
Robusta e indomável como a grande baleia branca que a move, Moby Dick se instalou nas prateleiras das grandes novelas da literatura americana, primeiro como clássico do popular romance de aventura, depois como obra do cânone cultuado pela academia – um livro “muito à frente do seu tempo, antecipando as inovações formais de James Joyce e Virginia Woolf e a técnica modernista do fl uxo de consciência”, anota o professor Andrew Delbanco no New York Times.
Escrito por Herman Melville (1819-1891) em 1851 e massacrado à época pela crítica, o épico caudaloso conta a história do obsessivo desejo de vingança do capitão Ahab contra o enorme cachalote que havia devorado sua perna. Inspirado nas aventuras marítimas de sua juventude e em relatos como o do trágico naufrágio em 1820 da baleeira Essex, terminado em canibalismo, o livro mistura passagens de intensidade dramática com capítulos minuciosos sobre a vida, a anatomia e a procriação dos cetáceos. Com ilustrações, plantas baixas das embarcações, glossário de termos náuticos e um mapa com a trajetória de Ahab e sua tripulação, além de textos críticos fundamentais e excertos sobre a mitologia em torno das baleias, a edição envolvente da Cosac Naify, em nova tradução, renova o interesse pela obra defi nida por Jorge Luis Borges como um romance de proporções oceânicas, que “página a página se amplia até superar o tamanho do cosmos”.
Moby Dick, Herman Melville, Cosac Naify, 656 págs. , R$ 99
HERANÇA POP
Moby Dick (1956) | John Huston.
Adaptação genial para o cinema. As seqüências de colorido surreal, inteiramente fi lmadas em estúdio, reforçam o caráter mitológico do embate entre o homem e as forças da natureza. Com um ensandecido Gregory Peck no papel da Ahab.
Moby Dick (1969) | Led Zeppelin.
Clássico instrumental da banda inglesa, do álbum Led Zeppelin II, abriga um dos mais furiosos solos de bateria da história do rock, a cargo de John Bonham. Leva o nome em referência ao tamanho do cachalote – uma versão ao vivo da música chega a quase 20 minutos.
Starbucks Coffee | cafeteria.
Está lá, na “folha de fatos da companhia”, em starbucks. com: o nome da rede é inspirado no braço direito de Ahab, Starbuck. Um dos sócios originais considerou nomeá-la Pequod, a baleeira da novela.
Moby | músico e produtor.
Sim, o compositor novaiorquino de música eletrônica viajante foi apelidado pelos pais em homenagem ao seu tatara-tio-avô, ele mesmo, Herman Melville.