|
|
|
Ele fala em reconstrução da imagem, mas tempo joga contra
“É como se eu tivesse uma casa, passou um furacão e derrubou. Agora tenho de reconstruir”. Assim, melancolicamente, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, Ronaldo resumiu o episódio com três travestis em um motel simples no Rio de Janeiro. Não será fácil reerguer o teto destruído, porque ele vive da imagem – sobretudo agora que o futebol é escasso, aos 31 anos e seriamente contundido. A sinceridade da entrevista (ele pediu desculpas e disse que o problema seria o mesmo se fossem prostitutas e não travestis) não impediu novos arranhões. Dizendo- se deprimido, “mas com um belo iate ao fundo”, como observou um consultor de publicidade ouvido por Joaquim Ferreira dos Santos, em O Globo, o “Fenômeno” terá que encontrar uma saída fenomenal. Difícil, como notou o correspondente do New York Times, Alexei Barrionuevo, “em uma cidade famosa pela tolerância sexual, onde os homens que brilham nos gramados estão sujeitos a um padrão mais exigente de masculinidade”. Por isso surgem tantas piadas ao redor de “uma marca que deve se desvalorizar”, diz o consultor José Cocco ao portal Terra.
Pouco a pouco a versão dada pelo atacante do Milan, de que teria sido vítima de uma tentativa de extorsão de dinheiro, ganha força. Sobretudo depois da revelação do diário Extra, segundo a qual o marido do travesti Andréia Albertini procurou a imprensa para relatar o programa noturno antes mesmo de Ronaldo terminá-lo. Em depoimento à polícia, dois dos envolvidos na história disseram ter mentido: não houve sexo e muito menos consumo de drogas, informa O Dia.