O Banco da Inglaterra (banco central britânico) divulgou estimativa nesta quarta-feira em que prevê forte contração da economia em 2009 e queda da inflação, de 5,2% para menos de 1% em até dois anos - o que pode provocar novos cortes na taxa de juro. O documento diz ainda que provavelmente o país já entrou em recessão.
"Desde agosto o mundo mudou, e nós mudamos nossa previsão", disse o presidente do BC britânico, Mervyn King, em entrevista coletiva, comentando as últimas decisões da instituição. "Nós certamente estamos preparados para cortar a taxa novamente se isso for necessário", disse, segundo a agência de notícias Reuters.
Trabalho - Outras informação também preocupam. Dados sobre a economia européia divulgados nesta quarta-feira reforçaram o temor de uma grave recessão mundial. No Reino Unido, o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou 36.500 em outubro, maior alta desde dezembro de 1992. É o nono mês consecutivo de avanço, segundo dados do Escritório de Estatísticas Nacionais.
Dessa forma, a taxa de desemprego no país subiu para 3% em outubro, ante 2,9% no mês anterior. É o maior nível desde março de 2001.
Euro - A produção industrial nos 15 países da zona do euro despencou em setembro, com a variação anual mostrando o maior recuo em mais de cinco anos e meio. O valor caiu 1,6% em setembro ante agosto e cedeu 2,4% em comparação a setembro do ano passado, segundo dados divulgados pela agência de estatísticas da União Européia. A queda de 2,4% é a maior desde fevereiro de 2002, quando recuou 3,2%.
A retração mensal foi um pouco menor do que o esperado, mas a variação anual superou o previsto. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam queda mensal de 1,8% na produção e anual de 1,3%.