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Polônia diz que não assinará Tratado de Lisboa
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, elegeu nesta terça como objetivo principal de Paris na liderança do bloco europeu até ao fim do ano "encontrar uma solução" para a crise aberta pela rejeição dos irlandeses ao Tratado de Lisboa. "A presidência francesa tem como objetivo encontrar uma solução para a crise institucional" criada com a vitória do "não" ao Tratado de Lisboa em referendo na Irlanda, disse Sarkozy a um grupo de jornalistas reunidos na sua residência oficial, o Palácio do Eliseu. O novo presidente da UE sofreu hoje um rude golpe com o anúncio do presidente polonês, Lech Kaczynski, de que não assinará o Tratado de Lisboa, sustentando que este está agora "sem substância" depois da recusa dos eleitores irlandeses a ratificá-lo, numa entrevista publicada hoje. Fonte próxima do Presidente francês relativizou a posição de Kaczynski, defendendo que este nunca foi "um parceiro fácil" dos europeus. A mesma fonte explicou que Sarkozy iria continuar a defender que não haverá mais alargamentos enquanto o Tratado de Lisboa não for ratificado pelos 27. "Apesar do impasse, vamos tentar apresentar resultados concretos em áreas como a da imigração e luta contra as alterações climáticas", disse Sarkozy, de acordo com o Expresso. Sarkozy quer que a Presidência francesa imponha mudanças substanciais ao modelo de funcionamento da Europa, priorizando a proteção de seus cidadãos e "mudança profunda" na maneira com a qual a Europa está sendo construída. "Temos de chegar a um acordo de uma política que proteja a todos. Esse é o sentido do pacto europeu para a imigração", disse Sarkozy. "Se aceitarmos todo mundo, explodiremos o pacto social europeu. " No entanto, o presidente admitiu que um pacto comum de imigração que agrade a todos os integrantes do bloco não é fácil. Segundo a BBC, por sugestão do governo brasileiro, os presidentes dos países do Mercosul vão divulgar nesta terça-feira uma declaração conjunta "rejeitando" as novas regras de repatriação de imigrantes da União Européia (UE). Inicialmente, a declaração se limitaria a falar em "preocupação" do Mercosul com as novas diretrizes, aprovadas no último dia 18 pelo Parlamento Europeu, que criminalizam a imigração ilegal. O ministro da Imigração francesa, Brice Hortefeux, deve apresentar na UE nos próximos dias 7 e 8 um esboço de pacto europeu para imigração e asilo político, que a presidência francesa no bloco espera que seja aprovado em outubro, informa O Estado de S. Paulo.