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Eleições EUA

Quem é o vice improvável?

30/06/2008 9:42

Michael Bloomberg seria independente demais

Na semana passada, a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, ofereceu um nome para vice na chapa de Obama: Chet Edwards, um congressista pouco conhecido do Texas. Hã? Ela argumenta que Chet, com seu conhecimento de temas militares, poderia equilibrar a falta da experiência de Obama em política externa. O site Politico ouviu 14 consultores, membros de campanha e historiadores políticos para saber quais são as escolhas menos convencionais, mas ainda razoavelmente viáveis. Bill Gates é um nome que aparece entre vários republicanos e democratas moderados como o vice dos sonhos. Ele poderia posicionar John McCain como uma voz confiável em economia. O problema é que, hoje em dia, ele parece se inclinar para os democratas. Doou dinheiro para Clinton e Barack, e nada para McCain. Meg Whitman, ex-presidente do site de leilões e-Bay, também surge na parada como uma executiva adequada a McCain. Aos 51 anos, graduada na Harvard Business School, ela fez na semana passada uma festa em sua casa na Califórnia na qual levantou U$ 2. 5 milhões para o republicano, e parece estar de olho no governo do estado em 2010. O problema é que sua fortuna pessoal é de cerca de U$ 1. 5 bilhão, um número ruim de ostentar durante uma crise econômica. Eric Cantor, vice-presidente da Câmara, é respeitado no partido pelo ser conservadorismo fiscal e militar. Aos 45 anos, é um bebê perto de McCain, mas já está em seu quarto mandato na casa, com mais experiência legislativa que Obama. Também é fã dos cortes de impostos para os ricos e é um dos poucos judeus no Congresso, o que o favorece em estados com grandes populações judaicas, como Florida e Nova Jersey. Do lado democrata, há a sugestão de Robert Rubin, secretário do Tesouro na era Clinton. Ele pode ser lembrado como o homem que ajudou a conduzir o crescimento econômico espetacular da década de 1990. Porém, como conselheiro do Citibank, pode virar alvo fácil de ataques pelas perdas do banco na crise imobiliária. Timothy Roemer, ex-congressista de Indiana, é um moderado com sólidas credenciais em política externa e é contra o aborto. Colin Powell tem, é claro, fortes credenciais militares e de segurança interna, e já sinalizou que entraria no time de Obama caso convidado. Finalmente, há o prefeito de Nova York, o biliardário Michael Bloomberg. Ele afirmou que se juntaria a qualquer uma das chapas. Mas isto já é ser independente demais. 

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