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Copom deverá apertar mais a política monetária
O mesmo clima de cautela com a inflação que vem marcando os últimos pregões do mercado futuro de juros se mantve na abertura dos negócios nesta quinta. O resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de junho, que desacelerou para 0, 96% em junho ante taxa de 1, 23% no fechado de maio, mas ficou acima da mediana das previsões, não foi visto como uma boa notícia. O número só reafirma o cenário preocupante para a inflação e, portanto, mantém limitado o apetite por risco no mercado de títulos prefixados. O avanço dos preços do petróleo no mercado internacional, que superou a cotação de US$ 145, 00 o barril na sessão eletrônica em Nova York, também mantém as taxas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) pressionadas. Além disso, os investidores acompanham a reação no exterior aos dados do mercado de trabalho dos EUA, que apontou contração no número de vagas de emprego em junho, com a eliminação de 62 mil postos - acima do previsto. No ano até o mês passado, o número de vagas de trabalho eliminadas nos EUA supera 300 mil. A taxa de desemprego nos EUA permaneceu em 5, 5%, levemente acima da previsão de queda para 5, 4%. Aqui, a preocupação mundial com a inflação segue dando o tom ao mercado. E mantém nos preços a idéia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) terá de ser ainda mais firme na condução da política monetária, para fazer frente a essas pressões, diz o Portal Exame. Para o economista do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, os preços ao consumidor estão desacelerando, mas ainda podem se manter em alta nas próximas semanas, o que pode pressionar a curva de juros. "Esse comportamento da inflação reforça a aposta de que o BC deve apertar mais a política monetária, podendo elevar a Selic em 0, 75 ponto percentual", aposta. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne dias 22 e 23 de julho para discutir o rumo da taxa de juro básico (Selic) do País, que atualmente está em 12, 25% ao ano. Em junho, o grupo Alimentação registrou recuo de 3, 2% para 2, 87%, mas se manteve na dianteira das elevações, respondendo por 67, 53% da composição do índice. "A principal causa a inflação em São Paulo continua sendo as despesas com alimentação, especialmente carnes e feijão. Desde o segundo semestre de 2007, a pecuária promoveu aumento de abate de matrizes, reduzindo a oferta de carne bovina o que automaticamente elevou os preços", disse o economista, segundo o JB Online.